05/05/2009

GO GRAAL BLUES BAND





É SACAR E PARTILHAR COM O AVÔ
E APROVEITAR PARA CRAVAR UNS TROCOS, PARA IR COMPRAR UM RAJÁ!!!

GIREM LÁ ISSO....

1979 - Go Graal Blues Band

1980 - BlackMail - EP

1980 - They Send Me Away - Single

1981 - Touch Me Now - Single

1982 - White Traffic

1983 - Casablanca - Single

1984 - Dirty Brown City - Maxi Single

1987 - So Down Train

PANÓPLIA DE RIFFS, GRITOS SUADOS, CERVEJA CLOK E CRISTAL EM 3 PARTES MAL REPARTIDAS

PARTE 1 - 70 MEGAS E TAL

PARTE 2 - 60 MEGAS E TAL


PARTE 3 - 36 MEGAS E TAL

29/04/2009

Roadburn - Dia 3

Último dia. Participei numa batalha de bolas de neve, que o Arjen, o nosso anfitrião, tinha guardadas no frigorífico desde Janeiro. Balas de canhão é mais o termo. Melhor não me alongar muito mais.



10 mil anos luz

Normalmente, não gosto de ler o que escrevi para trás. Passo os olhos pelas folhas do bloco deste Roadburn, e não... Não foi nada disto. Ou já não sei quem eu era antes de ir. Lembro-me de imaginar, durante o concerto de Grails, que daqui a 30 anos seríamos hippies a falar daquilo como se tivessemos visto Jefferson Airplane. Os Earth ainda me desconcertaram durante três temas, mas tinha de correr para ver o Eugene Robinson. O Eugene sorri muito, não foi de cuecas e explicou-nos o porquê de gostar muito de andar à pancada. Saí na parte em que ele andava a fazer "cobranças difíceis a um gajo", mas havia outro gajo que devia dinheiro a esse gajo, e o gajo pediu-lhe se ele não podia ir lá também.

Young Gods. Queria mesmo vê-los ali, mas com mais bateria e menos gajo novo a fazer festinhas ao baixo. Fui fumar uma ganza, a ver se aquilo melhorava. Passei pelos Om, mas eu queria mesmo era ver Zeni Geva. O baterista que só guincha no fim das músicas diz algo como "môrô vôissô". Eu grito: "Turn it up!". O KK Null sorri e aprova. Claro! Tudo mais alto, se possível. Nunca pensei que conseguisse ficar a dois passos de tamanha chinfrineira. Top 3 dos meus concertos, se bem que ainda não sei quais são os outros dois.

Mas tínhamos de fugir. Os anfitriões preparavam a entrada. Na porta do palco principal, um cartaz a proibir o uso do flash e a advertir para o volume de som. "A sun that never sets", e os Neurosis invadem o palco. Não esperava que ensanduichassem tanto o álbum novo num evento como o Roadburn, mas isso não pareceu incomodar mais ninguém. No fim, eles estavam mesmo ali. "Through silver in blood" para acabar e uma multidão que se agitava, ou cambaleava, ou sorria antes do último feedback.

O Roadburn é uma prova de resistência, e por isso este bloco é mais curto do que devia. O Roadburn e a sua experiência ultrapassam a música, e por isso é preciso falar de tudo. Estar em todo o lado ao mesmo tempo. Esgotado desta ubiquidade, deito-me agora no sofá de casa e ponho a compilação da Neurot. Olho para o programa, já espetado com um punaise, e penso nos amigos que fiz, e em que concertos terão eles delirado. Para o ano também calha em Abril. A ver se volto outra vez de lá com menos 10 anos.

28/04/2009

Roadburn - Dia 2

Agora que penso nisso, foi um milagre termos regressado sempre a casa com aqueles suecos, sem arranjar desacatos. Aqui vai a história do segundo dia, em jeito de diálogo, como sugerido pelo amigo Amebix.


"Are you a taxi? I wanna ride you!"
(o sueco mais alto, para um homem que passeava um carrinho de cabides às 3 da manhã)

- Viste os Böhren?
- Passei de raspão. Estava nos Negura Bunget. Era folclore romeno a mais para mim.
- E eu ia adormecendo. Vamos lá é despachar-nos, que o Steve von Till deve estar a começar.

Pausa para respirar. Rumo à Green Room.

- Foda-se, o Steve von Till a enrolar cabos! Nunca pensei ver tal coisa.
- Cala-te, que...
"Hi, I'm Steve von Till, and this is my spaceship."

DJAAAAN

- O que é que achaste?
- Aquela segunda entrada de distorção deu cabo de mim. Até saltei para trás.
- Foi do caralho.
- Ya, é isso que vamos escrever. "Foi do caralho".

- Vou para Mono.
- Vão andando. Não saio daqui sem ver pelo menos meia hora de Atomic Bitchwax.
Já não dá para entrar.
"So come on, my love..."
Não que não dá! Furar até à primeira fila. Nem acredito que o guitarrista dos Core está à minha frente.
"Shitkicker!"
"We did that one already."
Mas não tinham. Não há tempo, ainda quero ver o fim de Mono. Mesmo na hora para as duas últimas (mais de vinte minutos)! Parece que o pós-rock no Japão ainda agora começou. Que lavagem.

- Ainda aguentamos Cathedral?
- 'Bora lá.
- Caralho, já não tenho pachorra pró Lee Dorian.
- Mas está com boa cara.
"This one's from Cosmic Funeral."
O novo Ozzy.
- Esta ganza tem dois terços de tabaco e dois terços de...
- Acho que apanhei o terço que estava a mais.
St. Vitus. O cheiro a erva triplica. Este baterista é uma merda. O guitarrista até podia estar a tocar as pombinhas da catrina, desde que tivesse overdrive e efeitos a fundo. Mas que rock do caralho.

- Vamos a Scott Kelly.
- Ok, ainda posso curtir o princípio, mas à meia noite ninguém me tira de Colour Haze.
- Quam são esses gajos?
- Foda-se!
Mr. Scott Kelly.
"What are you shushing about? I'll do the shushing around here." É bom, mas não é para mim.
Pausa para cigarro. Palco principal mais arejado, a seguir aos horrores sacrificiais de St. Vitus. Muita gente sentada nos degraus. Escolho um lugar com espaço e espero pelo primeiro acorde.
A visibilidade é perfeita, o som espalha-se pelos quatro cantos do 013, que cada vez mais me parece uma nave de igreja futurista. As costas descansam, enquanto desfruto de uma das melhores bandas de sempre. Devia ser proibido juntar três músicos assim tão bons.
O tumulto abranda. Os homens das cordas sentam-se em almofadas e chamam um convidado com cítara. Desço com eles e aproximo-me do palco. Sinto como se a banda crescesse à minha frente, agigantando-se com a calmia das notas. Sim, que paneleirice da minha parte.

Mais um cigarro. É muita fruta.
- O que é que vocês estão aqui a fazer?
- A descansar um bocadinho.
- Foda-se, estão a perder o melhor concerto de sempre.
- RAISHNISHBURGEKROMBELER!
- Isso, caralho, diz aos gajos.
- É Colour Haze?
- 'Bora, que ainda apanhas meia hora.
Lá dentro, nada pára. Ouve esta, é um hino.

Roadburn - Dia 1

Eis o relato do primeiro dia de concertos, com duas bolachinhas à mistura, em jeito atrasado de caça aos ovos da Páscoa..
O amigo Pedro Roque desta vez não tirou (muitas) fotografias, mas prometeu contribuir com alguns vídeos. A actualizar brevemente.


Barões, Duques e cães a um osso.

Acordados por um grupo de assaltantes que fugia à polícia, rapidamente nos recompusemos e rumámos a Tilburg. O meu cu seria demasiado pobre para ser roubado e o comboio não espera por ninguém. Do outro lado da linha, para lá da névoa baixa que cobre o prado holandês, o nosso surfista de sofá aguarda-nos com um pelotão de suecos, humor mordaz, o domínio perfeito da língua inglesa e, acima de tudo, duas grades de cerveja. Má, daquela que comparamos a urina, mas sempre cerveja.
"Descida" à cidade. Esplanadas. As barbas começam a surgir cada vez mais imponentes em dimensão e corte, trajadas de ganga, cabedal e t-shirts de bandas, de Amorphis a ZZ Top. Duas cervejas depois, embrenhamo-nos no 013. A ansiedade puxa-me os intestinos, como se eu acabasse de pisar uma mina, e não me deixa aperceber da verdadeira dimensão do complexo.
Não há tempo. No palco principal, os próprios Baroness fazem o soundcheck. É fácil arranjar um lugar na frente. A essa hora, os burners preferem empacotar-se nos dois números secundários ou numa banca de comida para galinhas. Melhor comer lá fora, no turco.
Quando termina um concerto e ficamos com a sensação de que foi o melhor que vimos nos últimos anos, é difícil imaginar que isso é só o início. A partir daí, tudo será igual ou melhor. Foi assim com os Baroness. Perfeitos, imponentes, resplandeciam como se fosse ao ar livre. Os Orange Goblin, que nem estão muito na minha playlist, transformam-se no palco e demolem a assistência com fumos e riffs. Até o vocalista parecia bom!
Uma pausa para comer no turco antes de Amon Düül II, que já se poderiam chamar Amon Düül LXVIII. Som mais fraco, sofrendo de 30 anos de avanço da tecnologia e já de alguma artrite, mas recompensando-nos com duas músicas do "Yeti", com o chefão a pegar no violino e a provar a todos os presentes que velhos são os trapos. Não ficando até ao fim, conseguimos ainda enfiar-nos no concerto de Zu, três italianos que mais parecem seis, com saxofone esmurrado, bateria tocada por um polvo, baixo para lá de saturado e samples de latidos de cães que faziam o "Dogs" dos Pink Floyd parecer gravado por um chihuahua asmático. Unanimemente, o melhor concerto da noite, juntamente com Baroness.
Tempo ainda para espiar o Alexander Tucker a falhar o micro e a atrapalhar-se nos loops, mas, ainda assim, um bálsamo para ouvidos e pulmões. De volta à Green Room, os Wolves in the Throne Room preparam-se. Não são mesmo a minha chávena de chá, mas tenho de admitir que pareceram mais crescidinhos ali. Os devotos apertam-se como cogumelos em lata, outros promovem a má onda.
Já não há pernas nem pachorra para Devil's Blood, White Hills, muito menos para a lamechice dos Motorpsycho, apesar dos pratos de choque de 16''. Última cerveja. Ganza ainda não temos. Amanhã há mais.

27/04/2009

Afterburning


Sempre fui ao Roadburn. Comigo levei um bloquinho, onde não tinha grandes esperanças de escrever duas linhas, quanto mais um relato dos 3 dias do festival.
Aqui vai a transcrição do 1º dia, o da viagem, ao qual se seguirá o mais importante - a música - que, sempre que possível, tentarei ilustrar com discos das bandas. A vida é boa, meus amigos.


Roadburn 2009

"O amor cavalga sem saber"

Chegámos à estação central de Bruxelas, conduzidos por um marroquino que subia passeios. São 3 da manhã. Esperamos pelo comboio que nos levará a Tilburg, a terra prometida, ao único festival de música para onde convém levar protector solar. Porque isto vai ser uma fritura de miolos.
E sabe-o bem quem tem de ir, custe o que custar, meta férias ou invente um atestado, mesmo que isso implique ficar apeado num pardieiro qualquer, com fome e sem sono.
Valeu-nos a luz vermelha e redonda que sorriu de uma porta, anunciando "Super Bock". Lá dentro, uma emigrante sobrevivia à testosterona da malta a jogar bilhar. Não sorriu como o letreiro, mas disse que podíamos falar português.
De volta à estação, a base da primeira noite, espojamo-nos pelo chão mais quente do que as cadeiras, discutimos metal e desenhos animados, esperando pela lavagem de amanhã.


10/04/2009

Orlando Owoh - Dr. Ganja's Polytonality Blues



Orlando Owoh and his Young Omimah Band (1974)

1. Logba Logba / Edumare da Mi Lihun / E Se Rere / Prof Oyewole
2. Ewe Wa Wa Lowo Re / Alun Gbere Wa De

O.O. and his Young Kenneries (1981)

3. Easter Special / Baba wa Silekin / Obinrin Asiko Logba
4. Cain Ati Abel / Alhaji T' Oyo Mayan / Omi l' Eman

http://www.mediafire.com/?ziyw22ji2k0
http://www.mediafire.com/?z2mmmynymgm

The Gerogerigegege - Tokyo Anal Dynamite





The Gerogerigegege (ザ・ゲロゲリゲゲゲ) is a music project created in 1985 in Shinjuku, Tokyo by Juntaro Yamanouchi (山ノ内純太郎)
Though they are often categorized with Japanese harsh noise acts such as Merzbow and Masonna, The Gerogerigegege has also released albums of more straightforward rock (Sexual Behaviour in the Human Male), noise (45 RPM Performance), and ambient music (None Friendly, Endless Humiliation), in addition to several seven inch records mixing these styles with found recordings. The group is best known for their 1990 album Tokyo Anal Dynamite. This album consists of 75 songs, which serve as a fusion of the Ramones' punk jams (replete with Juntaro yelling "1 2 3 4!!" over and over) and John Zorn's frantic Naked City project.
The name of the group combines the Japanese words for "vomit" (gero) and "diarrhea" (geri) with what is supposedly the sound of these actions occurring simultaneously (gegege). (It has also been transliterated to mean "barf, diarrhea, ha ha ha," although "gegege" is possibly a humorous reference to GeGeGe no Kitaro, or an onomatopoeic word of disgust or exasperation, making the name open to several differing interpretations.) Their name has been pronounced "gerro-gerry-gay-gay-gay" on record, though pronounced differently on radio programs and such. To describe the group, Yamanouchi has used the term "Japanese Ultra Shit Band".

Fernando, caga no metal confuso, bora fazer uma banda assim

http://www.mediafire.com/?bzsgawfejmx

01/04/2009

hacride - amoeba (2007)

Afinal, os franceses não pararam de exportar fiambre de primeira com a Carla Bruni. Allez, les gars, endireitem essa bóina, apertem os suspensórios e tirem o cacete debaixo do braço. A poção está servida.
Évi métal do bom já não era novidade na lista de produtos frescos do hexágono, mas este disco recambia as merdas americanas que tenho ouvido para o fundo da prateleira.
Para quem achou que o último álbum de Meshuggah (são suecos, mas sigam o raciocínio) era demasiado
os Hacride são completamente
Tempo até para um pequeno namorico com os deuses do flamenco-hop, Ojos de Brujo. Alguns teclados laretas pelo meio e outros electrodomésticos, mas, meus amigos, nada que desvirtue esta descarga de peso e de riffs a tirar o tapete.





À suivre, o novo de Gojira. Se se portarem bem.

Crítica
Bolachinha

17/03/2009

Banda do Casaco - Dos Benefícios De Um Vendido no Reino dos Bonifácios


Já que estamos numa de recordar, aqui vai um album do tempo em que as festas do avante eram muito mais ácidas.

O reino dos bonifacios ainda se mantém, e os benefícios dos vendidos e dos chibos ganha notoriedade dia a dia.

Por tudo isto, um album intemporal, tal como a frase, "o primeiro ministro é palhaço".

Disfrutem, e girem o pica.

disco da moda

16/03/2009

va - sub pop 200 (1988)

Bandas. Muitas bandas. Vinte, para ser mais preciso. Todas de uma cidadezinha norte-americana chamada Seattle, onde nos anos 90 choveu muita merda.
Eis os primeiros borrifos da editora responsável por tudo, compilados num só disco, para quem esteve a dormir, ou teve o azar de só nascer nessa década e depois apanhou os Nickelback e os Puddle of Mudd (mais outros nomes que nem me atrevo a admitir que sei).
Bandas boas, bandas más, bandas magras, bandas gástricas, bandas que ficaram conhecidas e venderam milhões, bandas que também ficaram conhecidas mas o vocalista ainda deve viver com a mãe, bandas de que nunca devíamos ter ouvido falar. Acima de tudo muita tesão do mijo e vontade de fazer barulho, tudo ensaiado antes do "ano em que o punk partiu".
Para limpar a naftalina aos casacos de flanela.




1. Tad / Sex God Missy
2. The Fluid / Is it day I’m Seeing?
3. Nirvana / Spank Thru
4. Steven J. Bernstein / Come Out Tonight
5. Mudhoney / The Rose
6. The Walkabouts / Got No Chains
7. Terry Lee Hale / Dead is Dead
8. Soundgarden / Sub Pop Rock City
9. Green River / Hangin’ Tree
10. Fastbacks / Swallow My Pride
11. Blood Circus / The Outback
12. Swallow / Zoo
13. Chemistry Set / Underground
14. Girl Trouble / Gonna Find a Cave
15. The Nights and Days / Split
16. Cat Butt / Big Cigar
17. Beat Happening / Pajama Party in a Haunted Hive
18. Screaming Trees / Love or Confusion
19. Steve Fisk / Untitled
20. Thrown Ups / You Lost It



Crítica no AMG
Bolachinha

06/03/2009

va - corrosão cerebral (1990)

BLUNT ON THIS, MOTHERFUCKERS!!!!


Não, não é o próximo álbum dos Kalashnikov.
A cassete contra-ataca, desta vez a partir de Coimbra, e com alguns nomes mais conhecidos.
O Bluntvision oferece um magnífico limão inteiro a quem adivinhar qual destes artistas acabaria por compor o hino da Expo 98.
Respostas para o apartado.




Bom fim-de-semana, princesas.





Lado A
01. Residuos Toxicos - Necro Patria
02. Ovo - Wicked Society
03. IkMuk - Germe
04. Ocaso Épico - M Obx
05. Entropia Parva - Falsos Martires
06. Erros Alternados - Qes
07. L´Ego - Silicon Bay
08. Nuno Rebelo - Uma história do Ali Baba
09. Grupo Excursionista - Fim



Lado B
10. HesskheYadalanah - Aqua Vulva Love Affair
11. Hypnitic - In The Nursery
12. Die Neue Sonne - Feto
13. Hist - Plus Des Enfant
14. Nihil Aut Mors - s4
15. C.D.C.R. - Chuang_tzu
16. Hospital Psiquiatrico - Homem Morto
17. Vcorux Aeia - Lunação Meridiana



Mais sobre isto no PlayOnTape
Bolacha radioactiva

27/02/2009

va - insónia (facadas na noite) (1989)

Compilação da editora bracarense, testemunho do tempo em que as cassetes falavam - e qualquer tarado com uma guitarra, uma caixa de ritmos e uma garagem fazia música.
O melhor dos anos 80, se é que isso é possível, a tresandar a Neubauten, Swans, Birthday Party, e toda a merda electrónica cujo nome orgulhosamente desconheço. Para ouvir com volume mais ou menos ensurdecedor, consoante o noisegate.
Senhoras e meninas, eis todos aqueles que não ousaram ser os Mão Morta:

«INSÓNIA»
-- 22 temas de 13 projectos --

Submissão / Sinhueta - De Profundis
Vorwarts! / Delirium - H.I.S.T
Muscles & Hardwork - Product
Gárgula / Flying Tota - RU486
Guerra e Paz / Sound's Like Noise - Hazdam666
Estranho Sentimento / Lâminas Loucas - Jardim do Enforcado
Auschwitz / Carros de Combate - Centro de Pesquisas Ruído Branco
Piano Improvisação / Passagem Pelo Meu Corpo - Hospital Psiquiátrico
Biologia 1 / Rumo Rumo - L'Ego
In Location / EblaAIA - Hesskhè Yadalanah
NOVO Estado NOVO - Ik Mux
4 Vezes Fora - Uru Eu Wau Wau
Sbrojna - Nihil Aut Mors


Sobre a coisa
Bolachinha no forno

26/02/2009

Guru Guru - Kanguru


Kanguru

Review

Um dia acordei surdo. No outro acordei a ouvir demais.
Como não me conseguia decidir... dei um tiro nos cornos...

22/02/2009

Tributo a Bezerra da Silva (2008)




Ora bem, já que estou embalado neste domingo "gordo", vou deixar-vos com o rei da malandragem!

Bezerra da Silva nasceu em Recife, mas quando ainda nem cheirava sexo, foi atrás do pai ao Rio de Janeiro...

O amável paizinho dele rejeitou-o e ele teve que se mudar para o morro do cantagalo, numa qualquer favela carioca! Trabalhou na trolhice, mas sempre entrou nas escolas de samba como percursionista (ou não fosse ele pernambucano)

Numa altura má na sua vida, tentou a overdose, mas foi "salvo" por um makukula qualquer de candomblé lá de Copacabana e decidiu dedicar-se á igreja evangélica!

Morreu de ataque cardiáco já idosinho!

Mas o que interessa é que deixou uma marca fenomenal no panorama brasileiro, e grandes bandas decidiram fazer.-lhe um tributo!

Aqui fica um dos melhores tributos ao vivo de sempre, com apresentação de MarceloD2, conta, entre outros com Beth Carvalho, Elza Soares, João Gordo, B Negao, Nação Zumbi e outros "astros" da música nacional Brasileira!

Mas não pensem que isto é só samba, como podem ver na actuação de Nação Zumbi!




Outra pérola são as "dicas" que o próprio bezerra nos deixa durante o disco...

PS: Vale a pena ouvir nem que seja para ouvir o João Gordo (Ratos de Porão) a cantar uma modinha de samba :)

BEZERRA DA SILVA - TRIBUTO

tracklist

Músicas:

1. A Fumaça Já Subiu pra Cuca - Marcelo D2
2. Malandragem Dá um Tempo - Barão Vermelho
3. Se Não Fosse o Samba - Tuca da Silva
4. Transação de Malandro - Daúde
5. Pot-Pourri: Vida de Operário... - Max de Castro
6. Bicho Feroz - B Negão
7. Maloca o Flagrante - Luiz Melodia
8. Defunto Caguete - Jards Macalé
9. Coco do B - Nação Zumbi
10. Desabafo de Juarez da Boca... - Beth Carvalho
11. Verdadeiro Canalha - Pedro Luís e a Parede
12. Candidato Caô Caô - Elza S. e Sérgio Fernandes
13. Vítimas da Sociedade - Leci Brandão e Otto
14. A Semente - Marcelo D2 e João Gordo
15. Minha Sogra Parece Sapatão - Dicró
16. Compositores do Bezerra
17. Pot-Pourri

Otto - Condom Black

é Domingo de manhã, e ao "volante" do meu novo sony vaio, recuperei las ganas (como diz o Crica Flores) de voltar a postar algo por cá! :) não pode ser só Kraut, pois não amigos Krautianos eheh

então deixo-vos com um gajo que é feio p'ra burro, mas tem a voz mais linda da america do sul!

Filho de emigrantes Alemães, Otto (é esse o nosso artista) foi percurssionista das bandas Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, as bandas fundadoras do Manguebit (ou Manguebeat como alguns gostam de chamar)... Otto um dia fumou de mais, e resolveu passar-se ao caralho das bandinhas de mangue e foi dançar ciranda para Nazaré da Mata, com outros conceituados artistas Pernambucanos! pois bem, agora o que deu foi uma carreira a Solo de uma espécie de MangueSambaForróPsicadélicoDub'n'Bass alemão com letras em frances, ingles, japones e penso que outros dialectos inventados pelo próprio!

Deixo-vos com um dos vídeos do ultimo álbum do génio, que conta com a Bebel Gilberto nos Vocais e com o Burro PAvarotti em pequenos extras durante o clip!



e aqui ficam com o álbum do meio (tem 3 editados) que é uma alusão ao Candomblé da Bahia e chama.se Condom Black

Deixo um resalve para o refrão da música que tem o mesmo nome do álbum e conta com os seus antigos companheiros de Nação Zumbi..

"A preta gosta de mim
e eu gosto da preta
no condom black é assim
é pau, é cu e é buceta"


TRACKLIST:

set list:

1.Dilata
2.Anjos do Asfalto
3.Armadura
4.Cuba
5.Dias de Janeiro
6.Pelo Engarrafamento
7.Londres
8.Por que
9.Street Cannabis Street
10.Condom Black (Stop Play)
11.Retratista
12.Úncio Sino
13.Hemodialisis
14.Basquiat - Bonus





Otto - Condom Black (Download)

17/02/2009

WALTER WEGMULLER - TAROT




O que não nos move torna-nos mais moles. Adulteranto o filósofo.
As cartas estão lançadas e o futuro ao Walter pertence.

KRAUT CARNIVAL BLUNTED ONES




Walter Wegmuller - Tarot
disco 1
disco 2

critica
critica amg

12/02/2009

ASH RA TEMPEL





Mousse de Limão

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
2 pacotes de natas
1 copo pequeno de sumo de limão
3 claras
Preparação:
Junta-se o leite condensado com o sumo de limão.
Batem-se as natas até duplicarem.
Batem-se as claras em castelo.
Junta-se tudo, adicionando bem. Deita-se a mistura dentro de uma taça e leva-se ao frigorifico para ganhar consistência.
Pode enfeitar-se com raspa de limão.

Ash Ra Tempel - Ash Ra Tempel

Ash Ra Tempel - Seven Up & Schwingungen

A origem da vitamina C

09/02/2009

ruins - burning stone (1992)

Japoneses. Fritos. Dois. Inibo-me de me alongar demasiado sobre este disco; daquelas merdas que um gajo ouve uma vez, a pensar que nunca mais se vai lembrar de uma única nota, até que o shuffle vai lá parar de novo e até já sabemos trautear uma música ou outra.
Baixo e bateria, com ambos os elementos a darem simultaneamente largas à voz, em delírios tanto operáticos como marciais, ou discorrendo em complicados espamos de histeria. Passadas duas ou três audições deste monte de esparguete, seremos mesmo capazes de nele identificar alguns refrões e até de bater com o pézito um polirritmo mais complicado.
E, para a malta que curte Pontos Negros, asseguro-vos que esta merda -parecendo que não - tem letras cantaroláveis, devidamente incluídas no buqueléte, ou não fosse este um disco dos anos 90. Por isso, já podem juntar "Zasca Coska", "Shostak Ombrich" e "Grubandgo" à lista de cantigas dos vossos jamborees de fins-de-semana.

Difícil escolher uma música em especial, mas talvez tenha sido "Vexoprakta" a cativar-me mais rapidamente.

Posologia: a NÃO consumir depois de se meter ácidos (muito menos se for a primeira vez), e sobretudo não com headphones, senão ainda acabam a escrever nos móveis de casa e a passear garrafas da vossa urina pela rua.

Foi um amigo que me disse.

05/02/2009

Serge Gainsbourg Histoire de Melody Nelson



Ligar o sistema. Volume um pouco acima das vozes do quarto.
Abrir uma garrafa de vinho, bom.
Um cacho de uvas e uma bacia com água.
Gostamos de evidenciar o nosso complexo de Pilatos.
Depois é deixar o fumo entrar e ejacular em sintonia.
O vinho, as uvas e lavar as mãos descomplexadamente.

A isto se chama prazer.

Senhores e Senhoras, Histoire de Melody Nelson

Um sitio chique

Apalpões e outras cantigas

Canção do bandido

18/01/2009

oxbow - king of the jews (1991)

São Francisco não são só florzinhas, colinas e carros eléctricos. A prova está nestes embaixadores da má onda, com lata para espetarem com o rosto sorridente de Sammy Davis Jr. na capa do segundo álbum; um misto de noise rock, free jazz, requeijão-core, ou o que lhe quiserem chamar.
O que importa mesmo é que o vocalista é um preto musculado, que guincha e choraminga em falsete. Convém também sublinhar que o faz em cuecas e com umas fatiotas muito giras em lycra. Imagino a esperteza que devem ser aqueles ensaios.




Bolachinha
Bio

23/12/2008

magic lantern - high beams (2008)

Ainda não é desta que me converto ao drone, mas estes rapazinhos parecem-me simpáticos.
Primeiro longa duração, para escuta acompanhada de sumarentas rabanadas.


Não encontro quase nada sobre estes gajos, mas, em conformidade com os tempos modernos, vêm munidos de mais peixe.
Se não nos virmos mais, desejo-vos um blanto natal.


"God bless us, everyone!"


Bolachinha

Yatha Sidhra - Meditation Mass


Blunt Christmas e 12 passas nas 12 badaladas.

Prendinha


Bons ventos

11/12/2008

Orange Sunshine - Homo Erectus



Hoje apetece-me abrir uma garrafa de "uiske" e acompanhar a seiva com fumo pálido.

Senhoras e senhores, camaradas e amigos, Orange Sunshine

review cheia de truques

03/12/2008

captain beefheart - it comes to you in a plain brown wrapper (2008)

Papel de embrulho, ou como um conjunto de jams perdidas e outtakes se transforma num álbum que nunca saiu. As guitarras desafinadas, os tempos tropeçantes, o mugido da vaca, o soprar do pó que descobre a palavra rara do Senhor.
Bem-vindo, mesmo o que vem com 40 anos de atraso.

Ó Capitão, meu Capitão!


Biografia rápida do Senhor

Explicação menos tosca da coisa

Crítica com pés e cabeça, feita por "malta do djáze", para quem tem pachorra para essas merdas

Bolachinha bem embrulhada