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14/11/2009

Novo disco de Otto - Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos


Alguma vez se perguntaram como é que os nossos antepassados primitivos conseguiram libertar as mãos, caminhando num bipedismo de sucesso através das gerações futuras?

Provavelmente não...




Mas a verdade é que agora há água na lua e já temos cá fora o novo álbum de Otto, o nosso Roberto Carlos em ácidos, onde explora mais um lado negro da sexualidade daquele estado maravilhoso de Pernambuco! ~

Ao contrário dos outros estados Brasileiros, em Pernambuco a procura pelo sexo é feito internamente, mas como não são egoístas, partilham belas fodas connosco, espero que se fodam bastante com este album como eu me fodi.


01 - Crua
02 - O Leite
03 - Janaina
04 - Meu Mundo
05 - 6 Minutos
06 - Lagrimas Negras
07 - Saudade
08 - Naquela Mesa
09 - Filha
10 - Agora Sim



03/11/2009

zu - igneo (2002)

Uns Naked City mais novinhos, já que os vou rever hoje.
Sim, são esses devoradores de tagliatelle progressivos feitos à moda da Mamma, esmurradores de saxofones, usurpadores de latidos de canídeos incautos, os nossos amiguinhos etruscos ZU!
Não apetece/sei escrever mais nada, mas podem contar com muito mais fritadela por aqui.
"Isto não anda bom".


Progreviews explica

Biscotti farciti

22/10/2009

naked city - grand guignol (1992)

O colectivo Blunt pede desculpa pela ausência, mas desde Julho todos os seus membros compraram uma Box HD e agora ninguém sai de casa por causa dos episódios em atraso da "Dra. Quinn".

Por esta altura, já devem ter reparado no crânio escancarado à vossa esquerda. Trata-se da capa de um disco, daquelas rodelas que se ouviam dantes, neste caso de uma banda muito fofinha chamada Naked City. Os Naked City foram talvez o primeiro grupo que me fez ver que havia vida para além da corneta.

Neste (segundo) álbum específico, o intrépido comandante John Zorn lidera a sua brigada de javardões do jazz numa missão em três partes: embalar uma marioneta vítima de criptosporidíase com um opus de 18 minutos da mais pura virulência, maltratar um punhado de compositores clássicos de Debussy a Champignon e, por fim, organizar um brunch com sortidos finos de miniaturas-hardcore e laranjada Tang, cortesia da Yamatsuka Eye, serviços de catering. Dos poucos álbuns que ainda me causam convulsões, daquelas como quem come língua de vaca estufada pela primeira vez. Vejam se passam da primeira, bando de maricas.

Crítica no AMG

Bio no AMG

Bolacha de pus

14/06/2009

c.c.c.p. - epica, etica, etnica, pathos (1990)

Pronunciado "tchi tchi tchi pi". Como aqueles dos pontinhos de exclamação.

Último disco da primeira banda do Ferretti. Quem não sabe quem é o Ferretti, faça-se à vida. Agora até já há Internet e tudo.

Gravado num casebre abandonado, antes de o gajo começar a dedicar músicas ao cavalo. Falo realmente de um equídeo, animalejo de 4 patas, de nome Tancredo.

Para ouvir em domingos daqueles.










Coisas em italiano

Biscotto



Uma foto das sessões de gravação:

06/03/2009

va - corrosão cerebral (1990)

BLUNT ON THIS, MOTHERFUCKERS!!!!


Não, não é o próximo álbum dos Kalashnikov.
A cassete contra-ataca, desta vez a partir de Coimbra, e com alguns nomes mais conhecidos.
O Bluntvision oferece um magnífico limão inteiro a quem adivinhar qual destes artistas acabaria por compor o hino da Expo 98.
Respostas para o apartado.




Bom fim-de-semana, princesas.





Lado A
01. Residuos Toxicos - Necro Patria
02. Ovo - Wicked Society
03. IkMuk - Germe
04. Ocaso Épico - M Obx
05. Entropia Parva - Falsos Martires
06. Erros Alternados - Qes
07. L´Ego - Silicon Bay
08. Nuno Rebelo - Uma história do Ali Baba
09. Grupo Excursionista - Fim



Lado B
10. HesskheYadalanah - Aqua Vulva Love Affair
11. Hypnitic - In The Nursery
12. Die Neue Sonne - Feto
13. Hist - Plus Des Enfant
14. Nihil Aut Mors - s4
15. C.D.C.R. - Chuang_tzu
16. Hospital Psiquiatrico - Homem Morto
17. Vcorux Aeia - Lunação Meridiana



Mais sobre isto no PlayOnTape
Bolacha radioactiva

27/02/2009

va - insónia (facadas na noite) (1989)

Compilação da editora bracarense, testemunho do tempo em que as cassetes falavam - e qualquer tarado com uma guitarra, uma caixa de ritmos e uma garagem fazia música.
O melhor dos anos 80, se é que isso é possível, a tresandar a Neubauten, Swans, Birthday Party, e toda a merda electrónica cujo nome orgulhosamente desconheço. Para ouvir com volume mais ou menos ensurdecedor, consoante o noisegate.
Senhoras e meninas, eis todos aqueles que não ousaram ser os Mão Morta:

«INSÓNIA»
-- 22 temas de 13 projectos --

Submissão / Sinhueta - De Profundis
Vorwarts! / Delirium - H.I.S.T
Muscles & Hardwork - Product
Gárgula / Flying Tota - RU486
Guerra e Paz / Sound's Like Noise - Hazdam666
Estranho Sentimento / Lâminas Loucas - Jardim do Enforcado
Auschwitz / Carros de Combate - Centro de Pesquisas Ruído Branco
Piano Improvisação / Passagem Pelo Meu Corpo - Hospital Psiquiátrico
Biologia 1 / Rumo Rumo - L'Ego
In Location / EblaAIA - Hesskhè Yadalanah
NOVO Estado NOVO - Ik Mux
4 Vezes Fora - Uru Eu Wau Wau
Sbrojna - Nihil Aut Mors


Sobre a coisa
Bolachinha no forno

09/02/2009

ruins - burning stone (1992)

Japoneses. Fritos. Dois. Inibo-me de me alongar demasiado sobre este disco; daquelas merdas que um gajo ouve uma vez, a pensar que nunca mais se vai lembrar de uma única nota, até que o shuffle vai lá parar de novo e até já sabemos trautear uma música ou outra.
Baixo e bateria, com ambos os elementos a darem simultaneamente largas à voz, em delírios tanto operáticos como marciais, ou discorrendo em complicados espamos de histeria. Passadas duas ou três audições deste monte de esparguete, seremos mesmo capazes de nele identificar alguns refrões e até de bater com o pézito um polirritmo mais complicado.
E, para a malta que curte Pontos Negros, asseguro-vos que esta merda -parecendo que não - tem letras cantaroláveis, devidamente incluídas no buqueléte, ou não fosse este um disco dos anos 90. Por isso, já podem juntar "Zasca Coska", "Shostak Ombrich" e "Grubandgo" à lista de cantigas dos vossos jamborees de fins-de-semana.

Difícil escolher uma música em especial, mas talvez tenha sido "Vexoprakta" a cativar-me mais rapidamente.

Posologia: a NÃO consumir depois de se meter ácidos (muito menos se for a primeira vez), e sobretudo não com headphones, senão ainda acabam a escrever nos móveis de casa e a passear garrafas da vossa urina pela rua.

Foi um amigo que me disse.

18/01/2009

oxbow - king of the jews (1991)

São Francisco não são só florzinhas, colinas e carros eléctricos. A prova está nestes embaixadores da má onda, com lata para espetarem com o rosto sorridente de Sammy Davis Jr. na capa do segundo álbum; um misto de noise rock, free jazz, requeijão-core, ou o que lhe quiserem chamar.
O que importa mesmo é que o vocalista é um preto musculado, que guincha e choraminga em falsete. Convém também sublinhar que o faz em cuecas e com umas fatiotas muito giras em lycra. Imagino a esperteza que devem ser aqueles ensaios.




Bolachinha
Bio

20/11/2008

miasma and the carousel of headless horses - perils (2005)

Bó bó bó. Harpas, violinos e o Bach a andar ao contrário.
O disco mete todo bastante medo, mas não vou começar para aqui a falar de "atmosferas inebriantes", "pianos angulares" ou "ruffles de caril", que isso é um bocado para o parvo.
Ambiental, jazz-rock fodido com tempos como se quer, cabaré, dark folk, ou apenas puro encalhe.
Pessoal dos Guapo.

BLUNT ON THIS!!!!





Bolachinha
Crítica no Progreviews, o AMG também andou a dormir nesta

08/10/2008

secret chiefs 3 - second grand constitution and bylaws (1998)



Antes de andar meio país com a patareca aos saltos por causa do FMM, do Kusturica, e daquele "artista do Mali" com um nome impronunciável, já no outro lado do Atlântico o sr. Trey Spruance aproveitava os longos períodos sabáticos dos Mr. Bungle * para urdir o seu plano de domínio global.
Que introdução de merda.
Na semana passada fui ao Porto para ver estes gajos. Chamemos-lhe "chefes secretos", pode ser? que agora a palavra "secreto" está muito na moda! A sério, fui de propósito ao Porto - obrigado à mesma, Amplificasom -, que ainda por cima levou 4 do Arsenal nesse dia. Não se faz!
Mas quem lambeu todos os truques de guitarra do "King for a Day, Fool for a Lifetime" **, não podia deixar passar a oportunidade de ver aquele barbudo encapuzado, ainda com restos de comida turca no bigode, a passar por entre as 300 (?) pessoas que se empacotaram no Plano B, qual camelo saciado de água a trotar por entre as pedrinhas. A parte de ainda ter comida turca no bigode é capaz de ser exagero.
Muito pouco se viu deste álbum naquela noite de terça. Pareceu-me a típica "injecção do último disco que vocês têm de ouvir", mas que até resultou bastante bem ao vivo. Por outro lado, senti-me um bocado como quando os Mr. Bungle vieram cá impingir o "California".
Agora o disco. Esqueçam o que sabem sobre world music. O mundo é outro, é só deste gajo, e é completamente frito. Estão lá o Shankar, o Kuti, o Morricone, mas também o Brian Setzer, o Kerry King e o Alec Empire. Viram como se evita falar de estilos? É uma salada do caraças.
Creio que este foi o último (segundo) álbum dos "chefes" a contar com Danny Heifetz e Trevor Dunn: a secção rítmica do demónio que eu não me importava nada de ter visto agora, mas terá de ficar para a próxima. Amor antigo, volta já para o meu MP3. Só parem quando deixarem de ouvir os ventos do deserto.



Crítica do AMG
Bio do AMG
Bolachinha

* quem não sabe quem são os Mr. Bungle, pode parar de ler aqui.

** última hipótese para pararem de ler .