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16/03/2009

va - sub pop 200 (1988)

Bandas. Muitas bandas. Vinte, para ser mais preciso. Todas de uma cidadezinha norte-americana chamada Seattle, onde nos anos 90 choveu muita merda.
Eis os primeiros borrifos da editora responsável por tudo, compilados num só disco, para quem esteve a dormir, ou teve o azar de só nascer nessa década e depois apanhou os Nickelback e os Puddle of Mudd (mais outros nomes que nem me atrevo a admitir que sei).
Bandas boas, bandas más, bandas magras, bandas gástricas, bandas que ficaram conhecidas e venderam milhões, bandas que também ficaram conhecidas mas o vocalista ainda deve viver com a mãe, bandas de que nunca devíamos ter ouvido falar. Acima de tudo muita tesão do mijo e vontade de fazer barulho, tudo ensaiado antes do "ano em que o punk partiu".
Para limpar a naftalina aos casacos de flanela.




1. Tad / Sex God Missy
2. The Fluid / Is it day I’m Seeing?
3. Nirvana / Spank Thru
4. Steven J. Bernstein / Come Out Tonight
5. Mudhoney / The Rose
6. The Walkabouts / Got No Chains
7. Terry Lee Hale / Dead is Dead
8. Soundgarden / Sub Pop Rock City
9. Green River / Hangin’ Tree
10. Fastbacks / Swallow My Pride
11. Blood Circus / The Outback
12. Swallow / Zoo
13. Chemistry Set / Underground
14. Girl Trouble / Gonna Find a Cave
15. The Nights and Days / Split
16. Cat Butt / Big Cigar
17. Beat Happening / Pajama Party in a Haunted Hive
18. Screaming Trees / Love or Confusion
19. Steve Fisk / Untitled
20. Thrown Ups / You Lost It



Crítica no AMG
Bolachinha

06/03/2009

va - corrosão cerebral (1990)

BLUNT ON THIS, MOTHERFUCKERS!!!!


Não, não é o próximo álbum dos Kalashnikov.
A cassete contra-ataca, desta vez a partir de Coimbra, e com alguns nomes mais conhecidos.
O Bluntvision oferece um magnífico limão inteiro a quem adivinhar qual destes artistas acabaria por compor o hino da Expo 98.
Respostas para o apartado.




Bom fim-de-semana, princesas.





Lado A
01. Residuos Toxicos - Necro Patria
02. Ovo - Wicked Society
03. IkMuk - Germe
04. Ocaso Épico - M Obx
05. Entropia Parva - Falsos Martires
06. Erros Alternados - Qes
07. L´Ego - Silicon Bay
08. Nuno Rebelo - Uma história do Ali Baba
09. Grupo Excursionista - Fim



Lado B
10. HesskheYadalanah - Aqua Vulva Love Affair
11. Hypnitic - In The Nursery
12. Die Neue Sonne - Feto
13. Hist - Plus Des Enfant
14. Nihil Aut Mors - s4
15. C.D.C.R. - Chuang_tzu
16. Hospital Psiquiatrico - Homem Morto
17. Vcorux Aeia - Lunação Meridiana



Mais sobre isto no PlayOnTape
Bolacha radioactiva

27/02/2009

va - insónia (facadas na noite) (1989)

Compilação da editora bracarense, testemunho do tempo em que as cassetes falavam - e qualquer tarado com uma guitarra, uma caixa de ritmos e uma garagem fazia música.
O melhor dos anos 80, se é que isso é possível, a tresandar a Neubauten, Swans, Birthday Party, e toda a merda electrónica cujo nome orgulhosamente desconheço. Para ouvir com volume mais ou menos ensurdecedor, consoante o noisegate.
Senhoras e meninas, eis todos aqueles que não ousaram ser os Mão Morta:

«INSÓNIA»
-- 22 temas de 13 projectos --

Submissão / Sinhueta - De Profundis
Vorwarts! / Delirium - H.I.S.T
Muscles & Hardwork - Product
Gárgula / Flying Tota - RU486
Guerra e Paz / Sound's Like Noise - Hazdam666
Estranho Sentimento / Lâminas Loucas - Jardim do Enforcado
Auschwitz / Carros de Combate - Centro de Pesquisas Ruído Branco
Piano Improvisação / Passagem Pelo Meu Corpo - Hospital Psiquiátrico
Biologia 1 / Rumo Rumo - L'Ego
In Location / EblaAIA - Hesskhè Yadalanah
NOVO Estado NOVO - Ik Mux
4 Vezes Fora - Uru Eu Wau Wau
Sbrojna - Nihil Aut Mors


Sobre a coisa
Bolachinha no forno

09/02/2009

ruins - burning stone (1992)

Japoneses. Fritos. Dois. Inibo-me de me alongar demasiado sobre este disco; daquelas merdas que um gajo ouve uma vez, a pensar que nunca mais se vai lembrar de uma única nota, até que o shuffle vai lá parar de novo e até já sabemos trautear uma música ou outra.
Baixo e bateria, com ambos os elementos a darem simultaneamente largas à voz, em delírios tanto operáticos como marciais, ou discorrendo em complicados espamos de histeria. Passadas duas ou três audições deste monte de esparguete, seremos mesmo capazes de nele identificar alguns refrões e até de bater com o pézito um polirritmo mais complicado.
E, para a malta que curte Pontos Negros, asseguro-vos que esta merda -parecendo que não - tem letras cantaroláveis, devidamente incluídas no buqueléte, ou não fosse este um disco dos anos 90. Por isso, já podem juntar "Zasca Coska", "Shostak Ombrich" e "Grubandgo" à lista de cantigas dos vossos jamborees de fins-de-semana.

Difícil escolher uma música em especial, mas talvez tenha sido "Vexoprakta" a cativar-me mais rapidamente.

Posologia: a NÃO consumir depois de se meter ácidos (muito menos se for a primeira vez), e sobretudo não com headphones, senão ainda acabam a escrever nos móveis de casa e a passear garrafas da vossa urina pela rua.

Foi um amigo que me disse.

18/01/2009

oxbow - king of the jews (1991)

São Francisco não são só florzinhas, colinas e carros eléctricos. A prova está nestes embaixadores da má onda, com lata para espetarem com o rosto sorridente de Sammy Davis Jr. na capa do segundo álbum; um misto de noise rock, free jazz, requeijão-core, ou o que lhe quiserem chamar.
O que importa mesmo é que o vocalista é um preto musculado, que guincha e choraminga em falsete. Convém também sublinhar que o faz em cuecas e com umas fatiotas muito giras em lycra. Imagino a esperteza que devem ser aqueles ensaios.




Bolachinha
Bio

24/11/2008

lightning bolt - hypermagic mountain (2005)

See you in the evening
see you in the dawn
see you all the daylight
then in the beyond

Pumpum catrum catraz catrazcatrum pumpum...




O verdadeiro underground está nos parques de estacionamento.


Bolachinha
Bio no AMG
Crítica no AMG

20/11/2008

FLOWER TRAVELLIN' BAND



Não tenho muitas palavras para isto. Ou se adora ou se detesta. Um pouco à semelhança da "borracha".

Made in Japan, este album de 1971 é de por os olhos em bico, mesmo vidrados (de preferencia).


Façam a vossa parte e girem isso.

um cheirinho (sniffff snifffff)

Flower Travellin´Band - Satori

15/11/2008

municipal waste - the art of partying (2007)

Música para ver se aquelas calças ainda te servem.
Bom fim-de-semana. Do róque.




Bio no AMG
Crítica no AMG
Bolachinha

23/10/2008

zeni geva - desire for agony (1993)

Hoje dói-me a garganta e, por isso, em vez de me enfrascar com 2mg de Bradoral, resolvi sacar de outra pomada. Mais potentes que o hidromel do Manel, os japonocas Zeni Geva andam "a partir esta merda toda" há mais de 20 anos. Quem disse que os nipónicos não faziam coisas para durar?
Aspirantes a serem o próximo Joey DeMaio ou adeptos das frequências graves em geral: esqueçam! Estes gajos só conhecem dois botões; middle e treble. Aliás, agora que penso nisso, nem sequer têm baixista. Não tenho muito mais para dizer acerca deste disco, por isso lembrei-me de contar uma anedota sobre baixistas. Sabem porque é que as bandas têm baixistas? Para fazer a tradução para o baterista. OK, os bateristas e os tradutores também não ficaram lá muito bem vistos.
Adiante. Thrash, industrial, math, prog, doom, sludge, e mais coisas que não me apetece pôr em itálico, o que interessa é que são uns fodidos e que o Steve Albini gosta deles. O som faz-me lembrar um cruzamento entre Swans antigo e Jesus Lizard, se bem que às vezes também pode arrancar para modo Motorhead ou Sonic Youth. O chefão, K.K. Null, grita como um samurai, ora cometendo um ignominioso seppuku, ora inebriado pelo sangue da vitória. Mas deixa-me lá estar caladinho, que o comprimido já está a fazer efeito e amanhã também preciso da voz. Who cares 'bout what I think, anyway?


* Aparentemente, o pessoal do Allmusic não se deu sequer ao trabalho de escrever uma mini-biografia da banda. Bem, ninguém é perfeito. Quem quiser, que procure.


Crítica do AMG
Bolachinha

04/09/2008

harvey milk - life...the best game in town (2008)

Olá, amiguinhos. Sou eu, o tio Napalm. Regresso ao BLUNT a pedido de vários internautas (ok, foi só o Vienetta), para espalhar a má onda, o desconforto e as frases difíceis de ler, através das maravilhas da banda larga.
Pois bem, foi um Verão bastante frutuoso por estas partes. Entre várias coisas descobri que o comprimento da minha barba já excede os sete centímetros, que provavelmente estou a guardar coisas aqui dentro que desconheço, que os festivais da cerveja e dos telemóveis são na verdade castings secretos para programas juvenis, e, finalmente, que o novo álbum dos Harvey Milk* é do caralhão.
Admito não saber muito acerca da carreira destes senhores, só sei que vêm de Athens, na Georgia (americana, não da outra onde anda tudo à batatada), mas que não têm nada que ver com os R.E.M. nem com essas bichanices de Of Montreal e o raicusparta. Têm uma fase inicial que adivinho mais roqueira e menos arrastada, acabaram em 1998, só voltando em 2005. Foi a partir daí que os conheci, através do massacrante "Special Wishes", maravilhosa sessão de tortura melviniana que recomendo aos mais acólitos.
Agora o novo. Sludge! Sludge bom, sludge mau, sludge bonito, sludge javardo. Quando ouvi pela primeira vez o gajo a gritar "I've got a love, a hot rod ride...", no "Special Wishes", vi logo que ia dar merda. Dá-me a ideia que os gajos se passaram completamente neste disco ; que pensaram "Ai é doom? Então 'tá bem, agora é doom, mas depois vem outra vez aquela parte para colher margaridas no campo, antes da cena à Big Black", só que o fizeram tão bem que não há um único segundo de música que nos faça pensar noutra banda, senão neles próprios no disco anterior.


Ah, e tem uma versão espertíssima dos Fear, "We Destroy The Family". Isto dói que se farta, mas é tão bom. Por isso oiçam; com fones, sem fones, com preservativo ou intestino de porco, mas não deixem passar.



Bolachinha

Bio no AMG

Crítica no AMG

* "Harvey Milk" é o nome de um político panilas de S. Francisco, que levou um balázio nos cornos. Cautela, políticos panilas da nossa nação, ainda acabam com uma banda com o vosso nome.